Qual é o papel do pai atualmente? Será que mudou?

A história e a tradição foram mantidas por muitos anos. Um papel muito bem definido por gênero, no qual as mulheres cuidavam das crianças e das tarefas domésticas, enquanto os homens, da geração de renda e proteção da família.

 

Apesar das transformações do mercado de trabalho e organização familiar, ainda não se superou a visão tradicional construída a respeito da função da mãe e a função do pai. Neste cenário, muitos casais ainda se sentem perdidos, em busca de referências do que seria o papel de cada um.

 

A questão é: os pais foram criados de uma forma e querem agir de outra. E agora?

 

No vídeo abaixo, a especialista Natasha Bazhuni esclarece o funcionamento e os sentimentos envolvidos neste cenário.

 

 

 

Os pais de hoje querem estar mais envolvidos com seus filhos, em comparação com seus próprios pais. Porém, existem diversos fatores que criam muitas dúvidas a respeito de como exercer esse papel, entre eles:

 

• Sentir-se incompetente com o bebê ou as tarefas domésticas;

• Crença de que seu maior valor é ser o "provedor";

• Ideias culturais sobre a masculinidade e os papéis dos homens;

• Cultura parental brasileira centrada na mãe, na qual toda a conversa e atenção são colocadas nela e na criança;

• A não compreensão sobre a importância do pai no desenvolvimento de seus filhos.

 

Essas dificuldades precisam ser superadas, para que se construa o trio e não apenas a dupla (mãe-bebê). Para isso o casal pode fazer seus acordos, que vão desde a divisão das questões financeiras, até o cuidado e higiene dos filhos.

 

O envolvimento do pai fortalece o vínculo com a criança, porque cuidar significa estar presente, participar, arregaçar as mangas e trabalhar. O vínculo é conquistado quando se está ao lado, educando, errando e acertando. Por isso, além de estabelecer acordos, é preciso repensá-los, conversar e criar a dinâmica que seja mais confortável para todos.

 

Seja qual for o papel: Pai é proximidade, compreensão e, acima de tudo, amor.

 

Sobre a especialista:

 

 Natasha Bazhuni


• Doutora em Psicologia Clínica pela USP (2016);
• Mestre em Psicologia Clínica pela USP (2010);
• Especialista em Psicopatologia e Saúde Mental pela USP (2005);
• Graduada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2003);
• Atua como Psicóloga Clínica em consultório particular desde 2004 no atendimento a adultos e crianças;
• Professora de graduação em Psicologia desde 2007;
• Coordenadora e professora de cursos de Pós-graduação em Saúde Mental e Psicopatologia, Psicologia Infantil e Psicanálise desde 2010.
• Autora do Livro: Circunscrevendo o Campo diverso, divergente e diferente do Acompanhamento Terapêutico, 2010. Biblioteca24h.
• Associada fundadora da Associação Brasileira de Pesquisa em Prevenção e Promoção da Saúde (BRAPEP), 2016.

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