O que é o reflexo de GAG? Aprendizado durante a Introdução Alimentar

Para os pais, os principais marcos da habilidade motora na vida de seus bebês são quando aprendem a engatinhar e caminhar. No entanto, aprender a comer alimentos sólidos, está entre as habilidades motoras mais complexas do desenvolvimento infantil e nem sempre é tratado com a devida importância e atenção.

 

Aprender a comer envolve aprender a trabalhar novos músculos da boca, a usar a língua de forma diferente, a manusear os alimentos, e também envolve como lidar com o “reflexo de GAG”. Esse reflexo é um movimento bem parecido com a ânsia de vômito.

 

Quando o bebê sente o alimento na boca, ele faz um movimento anti engasgo, seu cérebro dispara o reflexo de GAG para fazer o alimento voltar da garganta para a boca.

 

Embora os pais costumam se assustar ou ficar angustiados achando que o bebê está em sofrimento, este reflexo é fisiológico e serve justamente para proteger o bebê, prevenindo o engasgamento. Aos pouquinhos ele vai aprendendo a comer e administrar o alimento na boca, deixando de ativar esse reflexo.

 

No vídeo a seguir, a especialista Regiane Pereira explica quais os alimentos mais prováveis de provocar o reflexo de GAG.

 

Sinais do reflexo de GAG

  • A criança abrirá a boca e empurrará a língua para frente.

  • O rosto pode ficar vermelho, a feição é de frustração ou desconforto em vez de medo ou terror.

  • A criança pode tossir.

  • Pode durar até 15 segundos.


Por isso, não é necessário entrar em pânico. O reflexo de GAG é a maneira de o bebê cuidar do “problema” por conta própria, significa que ele está aprendendo a comer, além de ser a sua maneira de prevenir o engasgamento.

 

Eles não estão cuspindo a comida devido a uma aversão, estão apenas aprendendo novas texturas e novos movimentos com sua boca.

 

Mas, afinal, o que os pais podem fazer? Ficar perto, oferecer conforto, falar palavras tranquilas e calmantes, sem interferir ou assustar o bebê.

 

Mas para ter tranquilidade, primeiro é importante entender a diferença entre o reflexo de GAG e o engasgamento. Para saber mais sobre engasgo, clique aqui.

 

Referências:

  • FANGUPO, Louise Joan. Does a ‘baby-led’approach to complementary feeding alter the risk of choking and growth faltering in infants aged 0-12 months?. 2016. PhD Thesis. University of Otago.

  • NAYLOR, Audrey J.; MORROW, Ardythe L. Developmental Readiness of Normal Full Term Infants To Progress from Exclusive Breastfeeding to the Introduction of Complementary Foods: Reviews of the Relevant Literature Concerning Infant Immunologic, Gastrointestinal, Oral Motor and Maternal Reproductive and Lactational Development. 2001.

 

Sobre a especialista:

 

Regiane C. F. De Arruda Pereira

  • Pós-Graduada em Fonoaudiologia – Saúde Pública – USP;

  • Especializada em Fonoaudiologia Educacional – CEFAC;

  • Autora do Projeto “Acertando o Tom” – Referência na rede municipal de ensino;

  • Sendo citado no livro Administração Pública com Maestria – PHD Eliazar Ceccon, 2010.

  • Atuação em Fonoaudiologia Escolar para alunos e professores dos colégios Porto Seguro, Etapa, Anglo, Mackenzie e Rio Branco;

  • Pioneira nos atendimentos fonoaudiológicos humanizados, dentro dos conceitos de medicina humanizada;

  • Há mais de 15 anos, realiza atendimentos fonoaudiológicos clínicos particulares e na rede municipal de saúde.

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