Meu filho não quer experimentar nada novo

As vezes as crianças ou adolescentes simplesmente dizem não para alguma atividade que propomos, como, por exemplo, uma nova aula, um novo curso, uma atividade em família.

 

Nestes casos, como apoiá-los e incentivá-los a experimentar o novo, ou a desafiarem-se? Como fazer isso sem gerar conflitos e choro? Como estabelecer uma relação de confiança e harmonia para passarem esse momento, que muitas vezes é bem frustrante, tanto para os pais quanto para os filhos!

 

Bom, o mais indicado neste cenário ou em qualquer outro, em que nós e nossos filhos estamos em desacordo, é a empatia! A empatia gera conexão, bem-estar e entendimento. Quando nos colocamos no lugar deles, podemos enxergar por seus olhos, e ao entender a razão daquela negativa, seremos mais efetivos em nosso apoio a nossos filhos!

 

Se seu filho se nega, por exemplo a participar daquela aula de música super legal que você o matriculou, o mais efetivo é sentar diante da sala onde acontece a aula, de forma que ele possa ver o que está perdendo e dar o tempo para ele assistir, e sentir se deseja participar ou não, em vez de ficar comentando o quão legal é, o que está perdendo, ou quão frustrado e desapontado você está.

 

Esse momento não precisa ser estressante como a maioria dos pais o torna. Por mais contraditório que pareça, não tentar convencer, é o caminho mais rápido, pois fica mais simples se o embate for apenas com ele mesmo e não com você também.

 

Ficar ali por uma, duas ou três aulas, até que ele se sinta preparado e espontaneamente decida participar é o que gera mais satisfação e bem-estar para todos.

 

E esteja preparado para aceitar, se ele simplesmente não gostar ou não querer ter essa experiência, que você acha tão legal, mas ele não.

 

No vídeo abaixo a psicóloga Elisabeth Wajnryt, terapeuta e coach de pais e casais, mostra dois cenários. No primeiro é uma criança que se recusa a andar, querendo o colo de seu pai. Ela mostra qual a forma mais empática desse pai apoiar a filha, mas sem necessariamente fazer o que ela deseja.

 

 

E no vídeo em sequência, apresenta uma filha que em um ambiente em que há outras pessoas, deseja atenção constante do pai, não querendo brincar e conhecer novas crianças. Ela mostra como o pai também apoia a filha, sem forçá-la ou reclamar de seu comportamento.

 

Ambos os vídeos são pequenos trechos da Série Comunicação e Relacionamento, disponível na íntegra na plataforma Phitters

 

 Elisabeth Wajnryt

• Psicóloga pela PUC- SP

• Psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae de SP

• Mais de 30 anos de experiência clínica de consultório atuando em Compulsão Alimentar, Psicoterapia de Casais, Orientação de Pais e Mindfulness.

• Autora do livro “E Foram Magros e Felizes para Sempre…- As Portas de Saída da Compulsão de Comer”.

• Tradutora dos livros e introdutora no Brasil dos Cursos: “Como Falar para seu Filho Ouvir e Como Ouvir para seu Filho Falar”, “Irmãos Sem Rivalidade”, “Como Falar para seu Aluno Aprender”

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