Comportamento Opositor: motivo e solução para rebeldia e desobediência

Você sabia que crianças e adolescentes que apresentam agressividade, hostilidade e dificuldade de aceitar regras de forma persistente, podem estar sofrendo de comportamento opositor? Isso mesmo, o que está acontecendo na sua casa pode ser explicado cientificamente!

 

O comportamento opositor é pouco conhecido. Por isso, muitos pais, quando se deparam com um filho que apresenta algumas características, frequentemente, ficam sem saber o que fazer e acabam acreditando que estão sozinhos e sem apoio. Porém, o comportamento opositor pode ser identificado e manejado, a forma como os pais reagem podem exacerbar ou reduzir tal comportamento.


No vídeo abaixo, a psiquiatra Lícia Milena e o psicólogo e Dr. Rodrigo Xavier, explicam quais as características do comportamento opositor.

 

 

 

Toda criança atravessa as fases de desenvolvimento adquirindo novas habilidades de comunicação e convivência. Com isso, elas entendem que é preciso conter os seus impulsos e agressividade. No entanto, existem crianças nas quais esse aprendizado é mais difícil e as reações negativas são excessivas, por isso começa a afetar seu dia a dia, prejudicando vários aspectos da vida (casa, escola ou outros cenários).

 

Entretanto, é necessário diferenciar os comportamentos típicos dos denominados de “opositores”. Ou seja, “birras” e até a “agressividade” podem ser comuns, dependendo da fase de desenvolvimento da criança e das situações em que está vivenciando. Porém, quando esses comportamentos se tornam mais frequentes, muitas vezes, pode se tratar de comportamento opositor, que além de dificultar as relações sociais, causam sofrimento emocional.

 

Os sintomas incluem:

  • Comportamento hostil e agressivo;

  • Desobediência constante;

  • Humor irritadiço;

  • Culpar os outros por suas ações ou erros;

  • Desafio a figuras de autoridade: pais, professores, cuidadores, etc;

  • Atitude vingativa;

  • Recusa a cooperar ou a cumprir pedidos e regras.

Por isso, identificar é o primeiro passo para que crianças e adolescentes possam ser ajudados a lidarem com suas emoções e atitudes.

 

Sobre os especialistas:
 

Lícia Milena
• Especialista em Medicina Legal e Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Ambulatório de Ansiedade (AMBAN) do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.;
• Especialista em Psiquiatria e Psiquiatria Forense pela Associação Brasileira de Psiquiatria;
• Médica colaboradora do Instituto de Psiquiatria no HC-FMUSP;
• Médica assistente da APAE;
• Atendimento de crianças, adolescentes e adultos. Assistência técnica psiquiátrica em todas as áreas do direito;
• Graduada em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu (USJT);
• Professora da Medcel - curso preparatório de residência médica.


 

Rodrigo Xavier
• Doutorado em Psicologia Clínica pela USP;
• Mestre em Psicologia Clínica pela USP;
• Psicólogo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul;
• Professor universitário;
• Psicoterapeuta Comportamental de crianças, com ênfase em Transtorno de Oposição Desafiante.

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