Como ter e ensinar empatia a seus filhos

Para se tornarem pessoas empáticas, nossos filhos precisam aprender como valorizar, respeitar e entender os pontos de vista de outra pessoa, mesmo quando não concordam com eles. A empatia tem a função tanto de compaixão, quanto de visão da perspectiva de outra pessoa e é a chave para prevenir o bullying e outras formas de crueldade.

 

Tudo isso, parte da postura dos pais em se colocarem no lugar de seus filhos, como também ensiná-los a se colocarem no lugar de outras pessoas.

 

No vídeo abaixo, a psiquiatra Lícia Milena de Oliveira, explica com mais detalhes, como os pais podem atuar junto a seus filhos, para que todos exerçam a empatia!

 

 

Mas, a pergunta é: Como desenvolver essa habilidade nas crianças? Vamos ver 3 exemplos!

 

1° - Faça dos bons momentos um aprendizado!
Aproveite os cenários do dia a dia, os bons momentos. Por exemplo, quando estiver contando uma história, vendo um filme ou lendo um livro, faça pontuações e perguntas que coloque seu filho no lugar da outra pessoa. Faça-o pensar, com frases como: “Nossa! Olha o que aconteceu com a princesa. Como você acha que ela se sentiu?”.

 

2° - Aproveite situações de conflito.
Aproveite os próprios conflitos diários. Mas claro, sempre depois de todos estarem calmos! Pergunte como ele acha que você, o amigo ou a professora se sentiu com o que ele fez!
Sempre descreva seus sentimentos, seu filho tem o direito de saber o quanto te magoou, irritou ou envergonhou. Mas é fundamental que fale sem sermões, raiva ou cobrança. É para ser um momento de conversa.

 

3° - Forneça oportunidades para seu filho praticar.
A empatia, como outras habilidades emocionais, exige repetição para que se torne natural. Envolva seu filho em tarefas beneficentes, tais como doar brinquedos, roupas ou comidas.Se outra criança é impopular ou tem problemas sociais, fale sobre como essa criança pode estar se sentindo sobre a situação e pergunte ao seu filho como pode ajudar.

 

Aos poucos, a falta de compadecimento com o sofrimento do outro irá sendo desenvolvida e seu filho começará a fazer as próprias reflexões, sobre como suas ações afetam outras pessoas. É um trabalho de longa duração, você precisa persistir!

 

Referências:

  • FABER, Adele; MAZLISH, Elaine. Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar. Grupo Editorial Summus, 2003.

  • FARIA, DF; SOARES, F; AUERBACH, P. Conversa com criança. Daniela Freixo, São Paulo, 2014.

  • ZAGURY, Tania. Limites sem trauma: construindo cidadãos. Editora Record, 2011.

  • ZAGURY, Tania. Educar sem culpa. Editora Record, 2011.


Sobre a especialista:

 

 Lícia Milena de Oliveira

• Especialista em Medicina Legal e Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Ambulatório de Ansiedade (AMBAN) do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.
• Especialista em Psiquiatria e Psiquiatria Forense pela Associação Brasileira de Psiquiatria.
• Médica colaboradora do Instituto de Psiquiatria no HC-FMUSP.
• Médica assistente da APAE
• Atendimento de crianças, adolescentes e adultos. Assistência técnica psiquiátrica em todas as áreas do direito.
• Graduada em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu (USJT).
• Professora da Medcel - curso preparatório de residência médica.

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