5 dicas para prevenir o abuso de drogas nos filhos

Muitos pais têm duvidas do que fazer ou falar para os filhos quando o assunto é drogas. Alguns tentam simplesmente proibir, outros tentam conversar falando apenas sobre os prejuízos.

 

Utilizar métodos alarmistas e amedrontadores comumente utilizados em campanhas midiáticas como, por exemplo, “diga não as drogas” pode não ser favorável. Isso porque, essas campanhas se limitam a proibição e não aos aspectos importantes para a prevenção.

 

 

A National Institute on Drug Abuse (NIDA), referência em programas de prevenção ao uso de drogas nos Estados Unidos, afirma que conversar com as crianças sobre drogas é apenas uma das variáveis a serem consideradas como prevenção.

 

No vídeo abaixo a psicóloga e especialista em Dependência Química, Camila Chagas explica o que os pais podem fazer para ajudar na prevenção ao uso de drogas.

 

 

 

Por isso, conheça as 5 dicas que mais influenciam nesta prevenção:

 

1° Dica: Saiba o momento certo de conversar

Sentar no sofá e falar com o seu filho “olho no olho”, marcar dia e hora é como, geralmente, um adulto imagina uma conversa sobre drogas. Porém, as conversas são mais produtivas se usarmos locais e situações alternativas. Sair para dar uma caminhada, comentar a respeito de uma notícia ou durante um programa de televisão, pode, eventualmente, funcionar melhor.
É importante que a medida seja sempre o nível de interesse e curiosidade do seu filho. Preste atenção em sua fala, pois é normal os pais terem a tendência de falarem como donos do saber e não dar aos filhos a oportunidade de serem ouvidos de fato.

 

2° Dica: Entenda a função da droga

O uso de drogas é marcado pela busca do prazer ou do alívio da dor. Portanto, algumas pessoas buscam a sensação de bem-estar, de alegria, mas outras, estão tentando aliviar sensações ruins, tais como: tristeza, depressão ou ansiedade. Por isso, mais do que saber informações sobre drogas, é importante entender a motivação por seu uso.
Por exemplo, o seu filho é muito tímido, o álcool poderá ter a função de “desinibição”. Ou, se ele tem dificuldade de falar “não”, poderá se sentir coagido a aceitar o “baseado” pelo receio de ser excluído.

 

3° Dica: Assuma uma posição coerente

Assuma uma atitude honesta com seu filho!

Não adianta fingir que você não bebe, ou que não fuma, se este for o caso. Servir de exemplo não significa não ter comportamentos a serem revistos, é preciso mostrar a disposição de mudar e a dificuldade que, muitas vezes, são enfrentadas.

 

4° Dica: Evite alarmismo

Técnica de prevenção pelo amedrontamento é ineficaz!
Descrever os efeitos das drogas com exagero falando, por exemplo, “droga mata”, “você vai acabar com a sua vida”, pode ter um efeito inverso ao desejado.
Primeiro, porque as mensagens assustadoras caem como uma "luva" para os adolescentes que precisam se contrapor ao mundo e aos valores adultos, praticando atos arriscados ou inapropriados.
Segundo, porque o jovem vê aquele amigo que bebe, usa maconha e parece estar bem, como referência de que tudo aquilo que está sendo falado é mentira, exagero e caretice.
Ao insistir em uma mensagem que não admite possibilidades, você quebra a relação de confiança com o seu filho.

 

5° Dica: Desmistifique as crenças

A tendência humana é achar normal o que seu grupo faz. Pesquisas recentes vêm detectando que os jovens que abusam de álcool, acham que todo mundo age como eles. Sua percepção do que seja o comportamento da maioria das pessoas de sua idade é distorcida.


Esclarecer que somente uma minoria bebe demais, fuma ou usa drogas ilícitas, pode ser uma ferramenta útil para desencorajar a experimentação.

 

Referências:

  • CARLINI, Beatriz. Drogas: Mitos e verdades. São Paulo: Ática, 1997. KRAUS, D. Best Practices in Substance Abuse Prevention. New Orleans: Xerox, 2000.

  • DEJONG, William, et al. NIAAA's rapid response to college drinking problems initiative: reinforcing the use of evidence-based approaches in college alcohol prevention. Journal of Studies on -  - .Alcohol and Drugs, supplement, 2009, 16: 5-11.

  • WECHSLER, Henry, et al. Trends in college binge drinking during a period of increased prevention efforts: Findings from 4 Harvard School of Public Health College Alcohol Study surveys:1993–2001. Journal of American college health, 2002, 50.5: 203-217.


Sobre a especialista: 

                                                          Camila Chagas

 

• Especialista em Dependência Química – UNIFESP
• Especialista em Psicologia Política – USP
• Psicóloga
• Docente de pós-graduação

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