Por que meu filho não quer deixar a fralda, chupeta ou mamadeira?

A fase de retirar a fralda ou a chupeta, pode ser super tranquila para algumas crianças, e uma tortura para outras, para aquelas que apresentam dificuldades neste processo, há muita informação que pode ajudar.

 

Primeiro de tudo, é importante os pais entenderem e aceitarem por qual motivo algumas crianças têm mais dificuldades do que outras.

 

E a resposta é que, todas as crianças, obtém prazer de seu próprio corpo de formas muito particulares. O prazer que a chupeta desperta é o primeiro a ser experimentado por ela, que é o prazer oral. Há aí uma fantasia de reencontro com o seio materno no ato de ´chuchar´ a chupeta, que às vezes a criança demora um pouco mais de tempo para renunciar a ele.

 

Somos dominados pelo princípio do prazer! Isso significa que queremos evitar as frustrações e desconfortos ao máximo. Mas crescer exige isso! Descobrir como obter gratificação na hora certa.

 

Já para a retirada da fralda, é preciso uma aquisição, que é o controle do próprio corpo, o que também é fonte de satisfação para a criança.

Essa elaboração pode levar um pouco mais, ou menos de tempo, é muito individual para cada criança.

 

O que os pais podem fazer nestes casos, é ficarem atentos ao timing de desenvolvimento emocional, cognitivo e neurofisiológico de seu filho, e aproveitar as oportunidades para incentivar a renúncia da fralda ou chupeta, assim que demonstrarem alguma maturidade para isso.

 

E claro, atuar de forma respeitosa e empática, conscientes de que é uma fase importante e marco no desenvolvimento da criança.

 

E é super importante, não comparar seu filho com outra criança, a comparação entre uma pessoa e outra é antes de tudo um erro de julgamento. Cada pessoa tem suas heranças genéticas e psíquicas e possui diferentes formas de interação com seu meio.

 

Além disso, quando comparamos uma criança, emitimos sempre um valor que ela tomará para si. Se for depreciativo, ela se identificará com aquilo e criará uma imagem negativa de si mesma. Se for positivo, gerará nela o estresse de ter sempre que estar naquele lugar de superioridade e elogios.

 

Se quiser comparar, compare-a com ela mesma: “Ontem você conseguiu e hoje não, o que pode estar acontecendo?”

 

Assim, você mostra que ela é capaz e a faz entender o que pode desencadear o sucesso!

 

Caso você queira entender mais sobre esse universo, temos uma Série de vídeos completa sobre o “Desenvolvimento da Sexualidade, da Infância à Adolescência”.


 

 Natasha Bazhuni

Psicóloga, especialista em Psicopatologia e Saúde Mental pela USP.
Mestre e Doutora em Psicologia Clínica pela USP.
Coordenadora e professora de Cursos de Extensão, Graduação e Pós-graduação em Saúde mental, Psicopatologia, Psicanálise Infantil e Psicologia.
Mãe da Isabela e Manuela.

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